| Artículo | Año: 2019 | Vol.: 17 | Núm.: 3 | Págs.: 485-488 | Idioma: Portugués |
Editorial Turismo Insular Africano: múltiplos olhares sobre a experiência Cabo‑verdiana
Há pouco mais de 500 anos os primeiros serviços regulares e profissionais associados ao que chamamos hoje de turismo começavam a surgir no continente europeu. Estes seriam cimentados e expandidos nos séculos XVII e XVIII com as novas posses territoriais coloniais de vários países europeus. Por terra ou por mar, o número de pessoas com capacidade de desfrutar de viagens pela Europa e pelo resto do mundo aumentava ainda que a grande maioria pertencesse a famílias aristocratas abastadas. Com a Revolução Industrial e os seus avanços tecnológicos, melhoria das vias de comunicação, invenções, a burguesia emergente expande, melhora e diversifica a atividade. Do Expresso do Oriente aos cruzeiros intercontinentais só as duas grandes guerras mundiais travariam o seu crescimento ainda que momentaneamente. Os acrescidos avanços e melhorias tecnológicas e sociais, e a rápida recuperação económica e industrial da Europa Ocidental permitiu um crescimento na atividade turística que superaria todas as expetativas. Com o desenvolvimento dos transportes, e todo um conjunto de alterações socioeconómicas, como por exemplo a implementação do Estado‑Providência, e ainda com a independência de um vasto conjunto de países no final do conflito, as portas abriam‑se para que o turismo se tornasse uma atividade apetecível, viável e confortável.
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